Programa de transplante renal da Rede D’Or avança na Bahia

No intervalo de uma semana, foram realizados cinco procedimentos – quatro num único dia – com pacientes de 32 a 78 anos, nos hospitais Aliança, São Rafael e Cárdio Pulmonar

Em três das suas unidades hospitalares da Bahia, a Rede D’Or vem intensificando seu programa de transplante renal, que possui equipes treinadas e são um dos poucos centros habilitados e autorizados para o procedimento no Estado. Num único dia, 1º de junho, foram realizados quatro transplantes: três, no hospital São Rafael, e um no Cárdio Pulmonar. Uma semana antes, o Aliança também havia realizado a cirurgia, com êxito.

Os pacientes tinham idade entre 32 e 78 anos, e tratavam de doenças como HAS (hipertensão arterial sistêmica), diabetes e glomerulopatia, uma inflamação do rim, com evolução para diálise. “Num dos casos, realizamos o primeiro transplante de um paciente hipersensibilizado, que apresenta anticorpos pré-formados contra a maioria dos antígenos do sistema imunológico. O monitoramento feito exige a realização de biopsias e acompanhamento dos níveis desses anticorpos”, explicou um dos coordenadores do programa de transplante, o nefrologista Rogério Passos.

Ele destaca a qualidade do trabalho desenvolvido nos hospitais da Rede. “É um trabalho com o qual podemos levar a oportunidade do transplante renal para mais pacientes renais crônicos, dando mais qualidade e sobrevida para esses pacientes”.

Procedimento

Em geral, cada procedimento durou entre 3h30 a 4h e envolveu diretamente uma equipe de, pelo menos, nove profissionais: quatro cirurgiões, dois anestesiologistas, dois técnicos e uma enfermeira. A coordenação do programa é feita pelos nefrologistas Rogério Passos, Ana Paula Batista e Carolina Neves, e pelos urologistas Frederico Mascarenhas e Lucas Batista.

“O transplante renal na Rede D’Or está bem estabelecido. É oferecido a pacientes que tenham convênios credenciados na rede. A oferta de transplante muda a vida do paciente, perspectivas de futuro, independência da diálise, e é o melhor tratamento para doença renal crônica dialítica”, explica Passos.

O médico afirma que o avanço na atuação da Rede D’Or aqui na Bahia conta com o trabalho de instâncias como a Secretaria Estadual de Saúde e a Central de Notificação, Captação, Distribuição de Órgãos e Tecidos, que estão com esforço contínuo para oferta e alocação de órgãos. Na capital, são cinco centros habilitados para os procedimentos, mais dois em Feira de Santana, e um em Vitória da Conquista.

Elegíveis

No Brasil, há cerca de 133 mil pacientes com doença renal crônica realizando diálise, sendo quase oito mil na Bahia, segundo dados do Censo Brasileiro de Diálise da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Cerca de 80% desses pacientes encontram-se na faixa etária de 20 a 74 anos e, em média, 30% deles seriam elegíveis para o transplante renal.

SOBRE A REDE D’OR

Maior rede de cuidados integrados em saúde do Brasil, a Rede D’Or foi fundada em 1977. Atualmente conta com 68 hospitais próprios e mais de 50 clínicas oncológicas nos Estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Maranhão, Sergipe, Ceará, Paraná e no Distrito Federal. Referência no diagnóstico e tratamento do câncer, investe em inovação e pesquisa por meio do IDOR (Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino), fundado em 2010, com unidades no RJ, BA e DF, reunindo mais de 100 pesquisadores e docentes.

Na Bahia, a Rede D’Or deu seu primeiro passo em 2015 com a compra de participação no CEHON. Em 2018, fez a aquisição de 75% de participação no Hospital São Rafael; em 2019, foi a vez do Hospital Cardio Pulmonar; em fevereiro de 2020, realizou a aquisição do Hospital Aliança; e em outubro do mesmo ano, inaugurou o Centro Médico do São Rafael, em Ondina. Em 2021, foram adquiridos o Hospital e Maternidade Santa Emília, de Feira de Santana, e o Hospital Aeroporto, localizado em Lauro de Freitas.

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